Transbordamentos.
Veja mais em https://twitter.com/mfdmanz
https://olhardigital.com.br/2026/02/19/inteligencia-artificial/ceo-do-google-deepmind-preve-riscos-serios-envolvendo-ia-e-pede-cooperacao-global/
De acordo com as recentes declarações de Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, no India AI Summit 2026 (conforme relatado em 19 de fevereiro de 2026), os "padrões mínimos" e as preocupações centrais para mitigar riscos sérios de IA envolvem os seguintes pontos principais:
1. Padrões Mínimos de Implementação
Hassabis defendeu que deve haver uma cooperação internacional para estabelecer padrões mínimos sobre como estas tecnologias são implementadas. Embora não tenha detalhado uma lista técnica exaustiva no palco, ele enfatizou que:
* Limiares de Capacidade: Deve haver critérios claros para sistemas que cruzam certos "limiares críticos" de risco.
* Supervisão de Agentes Autónomos: É necessário impedir que sistemas de IA tentem contornar ou enganar os mecanismos de supervisão humana.
2. Foco em Riscos Biológicos e de Cibersegurança
Os padrões mínimos devem visar especificamente a mitigação de dois dos maiores riscos identificados por ele:
* Bio-riscos: Impedir que a IA seja utilizada por agentes mal-intencionados para criar ou disseminar ameaças biológicas.
* Cibersegurança: Garantir que as capacidades defensivas de IA permaneçam sempre superiores às capacidades ofensivas, evitando que a tecnologia facilite ciberataques em larga escala.
3. Planeamento e Consistência a Longo Prazo
Hassabis destacou que os sistemas atuais ainda apresentam uma "irregularidade" (jaggedness) no desempenho. Para ele, um padrão de segurança aceitável exige:
* Raciocínio Consistente: A IA não deve apenas realizar tarefas complexas, mas fazê-lo com planeamento de longo prazo e consistência, sem falhas imprevisíveis que possam levar à perda de controlo.
* Alinhamento de Valores: Os sistemas devem ser inerentemente seguros e alinhados com os valores humanos antes de serem amplamente distribuídos.
4. Regulação "Inteligente e Adaptável"
Ele propõe que a regulação não seja estática, mas sim um processo internacional evolutivo que:
* Acompanhe o ritmo acelerado do desenvolvimento (com a previsão da AGI — Inteligência Artificial Geral — para os próximos 5 a 10 anos).
* Seja liderado por democracias, baseando-se em princípios de liberdade e direitos humanos.
Em resumo: Para Hassabis, os padrões mínimos não são apenas técnicos, mas governamentais. Ele acredita que a cooperação global é a "regra de ouro" para garantir que, à medida que a IA se torna "agêntica" (capaz de agir de forma autónoma), existam salvaguardas que impeçam o uso indevido antes que a tecnologia se torne disseminada demais para ser controlada.