Transbordamentos.
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Eu acredito que a vida não é uma obrigação.
E, além disso, só vejo uma exceção na democracia para a mentira.
Dessas duas certezas nasce o entendimento que o Estado deve
prover assistência psicológica a quem deseja morrer para se evitar causas tratáveis.
Mas também deve oferecer aos resilientes, a aqueles que o sofrimento não deixa de ser insuportável após as possíveis de tratamento, o direito a uma morte sem dor, com planejamento mais adequado
da doação de órgãos e a um atestado de óbito falso perante a sociedade para proteger a família e amigos de sofrimento desnecessário (resguardando de forma anônima as adequadas informações estatísticas oficiais de saúde).