A criminalização da solidariedade é uma prática comum em muitos países, em que as pessoas são processadas criminalmente por ajudar imigrantes ilegais, sem-teto, manifestantes ou outros grupos marginalizados. Essas práticas ocorrem em contextos onde governos buscam restringir a entrada de imigrantes, despejar moradores de rua ou reprimir manifestações sociais.
Uma história interessante sobre a criminalização da solidariedade ocorreu na França em 2018. Nesse ano, Cédric Herrou, um agricultor do sul da França, foi condenado por ajudar imigrantes ilegais. Herrou ajudava esses imigrantes a cruzar a fronteira entre a Itália e a França e os acolhia em sua propriedade, oferecendo-lhes comida, abrigo e assistência médica.
Apesar de ser processado pelo governo francês, Herrou se tornou um símbolo da resistência à política anti-imigração da França. Ele argumentou que a ajuda aos imigrantes era um dever moral e que as políticas governamentais não estavam fazendo o suficiente para ajudar as pessoas que estavam fugindo da guerra, da fome e da perseguição.
A história de Cédric Herrou destaca o debate em torno da criminalização da solidariedade e o papel que indivíduos e organizações da sociedade civil podem desempenhar na proteção e defesa dos direitos humanos. A criminalização da solidariedade pode ter um efeito inibidor sobre as pessoas que desejam ajudar os mais vulneráveis, mas, por outro lado, também pode gerar resistência e mobilização social contra as políticas opressivas do governo.