Transbordamentos.
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Adoro receber presentes, sempre gostei, quando criança passava horas calculando o melhor pedido, aquilo que traria mais alegria, e ficava brincando com o que ia ganhar em minha imaginação, era, muita das vezes melhor do que quando o recebia, algo como o dobro de meses brincando com o imaginário do que o efetivamente usufruindo.
Isso me trouxe mais tarde uma noção importante do presente, como foi sábio utilizar a mesma palavra para o agora e o que nos traz alegria. Dessa forma, a expectativa era o presente e, até em seu lado negativo, a frustração pela não efetivação ou não correspondência, conseguia um saldo positivo de alegria, com um prêmio de consolação: a reflexão se aquele tempo de sonho valia a desatenção das coisas que aconteciam no entorno.
Hoje começo a descobrir algo mais interessante, a de poder dar presente e fazer uso dessa capacidade. Tem gente que sabe dessa boa e o exerce mesmo sem poder e aí se encalacram, mas felizes. Ainda sou novato nessa parte, mas já posso dizer que ela venceu pacificamente aquele passado e o agora de alegria são mais perenes.